Escola insere Hinos Nacional e de Itanhaém na rotina de alunos da educação infantil

Enfileirados, os alunos do maternal II e pré-escola seguem entusiasmados até o pátio para a execução dos hinos: Nacional e de Itanhaém, antes do início das aulas. A cena é repetida todas as sextas-feiras na Escola Municipal Edson Baptista de Andrade e levada para as salas de aula como conteúdo pedagógico.

Os alunos dos anos iniciais da Educação Infantil não perdem tempo quando o assunto é cantar. Com as mãos no peito, os pequenos levam a sério as atividades e tentam entoar os versos sem atropelar as palavras durante o hasteamento da Bandeira.  

Para a aluna Gabrielle de Souza, de 3 anos, o momento é encarado como uma brincadeira porque ela se reúne com os colegas da escola. “Gosto porque fico com os meus amigos”, disse após ter cantado o hino de Itanhaém, que é mais fácil de aprender.

Os “aluninhos” não só aprendem a cantar como também descobrem por meio de figuras e atividades lúdicas os significados das palavras pronunciadas durante a execução dos hinos. A cantoria é uma forma de despertar nos estudantes valores cívicos que ajudarão na formação de sua cidadania.

Na cerimônia semanal, são 130 estudantes reunidos para assistir ao hasteamento das bandeiras do Brasil, de Itanhaém e de São Paulo. Todos permanecem em fila no momento cívico. “Em casa eu canto para a minha família. Sei tudo”, conta o estudante David Lopes dos Santos, de 4 anos, ainda tímido com as palavras.

Segundo a professora, Mary Ellen Sales, os alunos tornaram a iniciativa um hábito. “Às vezes saímos para lanchar, e nesse período peço uma música a eles para cantarmos. Um dia desses uma aluna me pediu que cantássemos o hino da Cidade”, sorriu.

Mary acrescenta: “Os pais têm percebido o desempenho dos filhos em casa. Inclusive, uma mãe comentou que percebeu a postura diferente do filho no momento da execução dos hinos. Ele colocou as mãos no peito e recitou os versos da música” endossa.  

A hora cívica é usada como gancho nos trabalhos desenvolvidos posteriormente em classe. As cores das bandeiras, os personagens históricos citados no Hino de Itanhaém como Martim Afonso, Padre Anchieta ganham vida nas mãos dos pequenos.  

Assim, a professora, Andresa Castro Gomes, ressalta ser uma didática fácil que faz com que os alunos assimilem rapidamente a história. “O hino está totalmente relacionado à nossa trajetória”, comenta. O trabalho realizado tem repercutido fora da escola. “É engraçado porque essas ações marcam o cotidiano dos alunos”, finaliza.